Um cronograma só é confiável se cada duração tiver uma conta por trás. A regra é simples: quanto há para fazer dividido por quanto a equipe faz por dia.
1. Levante a quantidade
Use o orçamento ou o projeto: m² de alvenaria, m³ de concreto, pontos de elétrica. Se ainda não tem orçamento, um índice por m² de área construída dá uma primeira estimativa — e você troca pelo número real quando o orçamento sair.
2. Use a produtividade da sua equipe
Produtividade é quanto uma equipe executa por dia (por exemplo, m² de alvenaria por equipe-dia). Tabelas de referência como as composições do SINAPI ajudam a começar, mas a melhor fonte é a produção medida na sua própria obra.
3. Ajuste para a realidade
- Eficiência: ninguém produz 100% do tempo. Aplicar 85% cobre deslocamentos, preparação e pequenas paradas.
- Chuva: só nos serviços a céu aberto (fundação, estrutura, cobertura, fachada). Some a porcentagem de dias de chuva da região e da época.
Exemplo: alvenaria de um pavimento
640 m² de alvenaria, produtividade de 22 m² por equipe-dia, 2 equipes, eficiência de 85%. Alvenaria é serviço interno, então não leva o acréscimo de chuva:
Arredonde sempre para cima: meio dia de serviço ocupa o dia inteiro da equipe.
4. Encadeie a sequência
Duração sozinha não faz cronograma. Defina o que precisa terminar antes (a estrutura do andar de baixo antes da de cima) e o que pode correr em paralelo (a alvenaria do térreo enquanto a estrutura sobe). É essa sequência que mostra o caminho crítico — as atividades que, se atrasarem, atrasam a obra inteira.
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